quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Aquecedores de piscina

Aquecedores de piscina


Veja como funcionam os principais sistemas de aquecimento de água de piscinas


Reportagem: Rodnei Corsini



As três formas de aquecimento de piscina mais usadas são o sistema solar, a gás e de bombas de troca de calor (que funcionam com energia elétrica). Esses sistemas são bem parecidos em seu esquema hidráulico, em que uma bomba leva a água da piscina até o elemento aquecedor, de onde retorna aquecida. Também são semelhantes no funcionamento do controle de temperatura - onde, basicamente, a temperatura da água na piscina é medida por sensores que fazem o sistema ser acionado ou desligado, mantendo o aquecimento no nível desejado. "A grande diferença está na fonte de energia que cada sistema necessita", diz Ronaldo Yano Toraiwa, engenheiro do Dasol - Abrava (Departamento Nacional de Aquecimento Solar da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento).

A temperatura ideal da água para prática de esportes costuma ser entre 26oC e 27oC; para lazer, de 29oC a 30oC; e para spas e fins medicinais, pode chegar a 32oC. No aquecimento, entretanto, a água é elevada a temperaturas mais altas do que isso - de 40oC a 45oC - porque depois ela irá se misturar ao grande volume de água da piscina, que se encontra a temperaturas mais baixas.

A potência necessária para o aquecimento da água pode variar, por exemplo, conforme a região do Brasil onde a piscina está instalada, se ela está em ambiente interno ou externo, se a piscina está "enterrada" ou em local com laje. Também é importante saber a área da superfície da água, que é a via pela qual se dá a maior parte da perda de temperatura.

Quanto à tubulação, grande parte das instalações utiliza o PVC, mas algumas também adotam o polipropileno. "Vemos o equipamento que vai ser usado e escolhemos uma tubulação com diâmetros compatíveis com ele", diz Dejair Luiz, diretor da área técnica da Hidráuli.

Toraiwa alerta para a qualidade do produto e da mão de obra de instalação: "É necessário conciliar bons produtos, etiquetados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), com uma boa instalação".

Divulgação: E2solar
Aquecedor solar

O que é: os coletores típicos são formados por mangueiras que passam por placas que ficam expostas ao sol. As placas podem ser feitas com polipropileno ou borracha de EPDM (na cor escura, para absorver melhor os raios do sol), ou com tubos de vidros especiais.

Funcionamento e características do sistema: a água é bombeada para dentro dos coletores, que transmitem o calor captado do sol, aquecendo-a. Os coletores solares são geralmente instalados em telhados e lajes, mas podem ser instalados no próprio chão, com inclinação e direção que busquem a melhor exposição ao sol. Geralmente o desempenho do sistema está ligado à condição de tempo ensolarado. Por isso, costuma-se empregar um sistema auxiliar, como bombas de troca de calor ou aquecedores a gás.

Como escolher: a quantidade e tamanho dos coletores são selecionados de acordo com a área de superfície da piscina. No País, conforme a região, entre outros fatores e orientações do projeto, esse dimensionamento varia de 50% a 120% da área da piscina para a área coletora. Ou seja, uma piscina com 100 m² de área pode demandar de 50 a 120 m² de coletores.

Daniel Beneventi

Apoio técnico: Dejair Luiz, diretor da área técnica da Hidráuli; Ronaldo Yano Toraiwa, engenheiro do Dasol - Abrava; e Bruno Batista, diretor de operações da E2solar.

Óculos de proteção

Óculos de proteção


Muitas das lesões oculares causadas nos canteiros provocam danos irreversíveis à visão. Saiba como escolher os óculos de proteção mais adequados a cada tipo de serviço


Reportagem: Juliana Nakamura


Dragon Fang/Shutterstock
EPI de uso obrigatório na maioria das atividades da construção civil, os óculos de proteção podem ser encontrados em diversos modelos. Com a entrada no mercado dos produtos importados, a variedade de opções disponíveis tornou-se ainda maior. Com isso, escolher o modelo certo acabou se transformando em uma tarefa complicada, mas que pode ser realizada com segurança se o comprador e o usuário observarem alguns itens referentes à qualidade dos produtos e à sua indicação de uso.

Antes de tudo é preciso saber em qual situação os óculos serão utilizados. Serviços de carpintaria, por exemplo, exigem equipamentos com características diferentes daqueles que serão empregados para realização de serviços de solda. Atividades em ambientes cobertos podem ser realizadas com óculos de proteção dotados com lentes transparentes. Já as realizadas sob a luz do sol precisam de óculos com lentes escuras. É importante identificar também se o produto deverá proteger o usuário contra partículas frontais ou multidirecionais. Nesse último caso será preciso utilizar produtos com proteção lateral, os chamados óculos panorâmicos", explica Antonio Vladimir Vieira, chefe dos laboratórios de ensaios em EPIs da Fundacentro.

Na hora da compra, a primeira coisa a ser conferida é se o número do Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho (CA) está gravado na peça, assim como o número do lote, nome do fabricante e do importador, se o produto vier de outro país.

Cumprida essa etapa, é possível comparar as matérias-primas utilizadas na fabricação dos óculos. O policarbonato vem sendo cada vez mais usado, por ser mais leve e resistente que o vidro. Mas isso não quer dizer que óculos com lentes de vidro com tratamento óptico não possam ser utilizados com segurança.

A comparação entre os modelos existentes deve levar em conta, ainda, outras características, como o grau de proteção contra a luminosidade, se há ajustes nasais e telescópicos para maior conforto do usuário, se há tira elástica para prender o equipamento à cabeça e o tratamento dado às lentes (contra riscos, embaçamento, respingos, filtro UV etc.).

Importante lembrar que os óculos de proteção devem ser substituídos sempre que apresentar trincas, deformações, arranhados excessivos e sujeira incrustada.

Maior qualidade

A tendência é que a qualidade dos óculos de segurança disponíveis no mercado melhore quando esses equipamentos passarem a ser avaliados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Isso ainda não acontece, mas a publicação de uma norma brasileira de ensaios de óculos, atualmente em discussão, será o primeiro passo para a viabilização.

O que observar antes de adquirir óculos de proteção?

» Se o CA (Certificado de Aprovação) do Ministério do Trabalho e Emprego está gravado na peça;
» Se os óculos atendem à necessidade que a situação exige;
» Se os produtos são leves e confortáveis;
» Se há fissuras na armação ou riscos na lente;
» Se os óculos possuem cordão de segurança (para evitar que os óculos caiam);
» Se as lentes têm tratamento antirrisco (isso aumenta a durabilidade);
» Se a aplicação exige tratamento antiembaçamento das lentes.

Fonte: Danny.

Tipos de óculos mais comuns

Fotos: divulgação 3M
Óculos de segurança contra impactos

São utilizados para a proteção do globo ocular contra a projeção de materiais sólidos e perfurantes. Podem ter armação confeccionada com materiais diversos, como náilon, acetato de celulose e policarbonato.

Esse tipo de óculos é indicado para serviços diversos em que os olhos estejam expostos a pó e areia, como em atividades de carpintaria e serralheria, por exemplo.

Nesse grupo, há modelos como o da foto, com lentes em policarbonato, hastes emborrachadas e apoio nasal maleável para melhor conforto do usuário.

Fotos: divulgação 3M
Óculos de segurança panorâmicos ou ampla visão

Os óculos panorâmicos são utilizados para proteção ocular do usuário contra partículas de poeira em suspensão e produtos químicos. A armação pode ser confeccionada em polipropileno e borracha e deve se moldar perfeitamente ao rosto com ajuste regulável. São indicados para proteger o trabalhador em serviços que vão da demolição e perfuração de rochas ao manuseio de argamassas e cimento, entre outros.

Na hora de comprar um produto desse tipo é fundamental checar a adaptação da peça ao usuário. Um item importante é o sistema de ventilação indireta, que ajuda a evitar que as lentes embacem.

Divulgação: Hangzhou Kanghua
Óculos para serviços de soldagem

Os óculos para serviços de soldagem destinam-se à proteção ocular do usuário contra radiação ultravioleta emitida durante os serviços de soldagem e/ou corte a quente com maçarico.

As lentes para proteção contra soldagem devem estar marcadas com o número referente à sua tonalidade. O soldador deve usar a cor mais escura possível para cada tipo de solda. Para soldagem com tocha, a tonalidade da lente deve estar entre 1,5 e 3. A soldagem com arco elétrico requer proteção maior, de dez a 14 (o máximo possível).

Fotos: divulgação 3M
Óculos especiais

São chamados óculos de proteção especiais aqueles que possuem recursos adicionais para situações específicas de uso. Um exemplo são os óculos com hastes LED para melhor conforto em ambientes com pouca luminosidade. Esses equipamentos são indicados para serviços realizados em situações críticas, como em ambientes escuros (caso de escavação de túneis, por exemplo), onde haja necessidade de proteger os olhos contra impactos.

Sprinklers

Passo-a-passo

Sprinklers


Saiba como é instalada a rede de chuveirinhos automáticos contra incêndio


Reportagem: Heloísa Medeiros


Entre os sistemas de proteção contra incêndio de edifícios estão os sprinklers, chuveirinhos que são automaticamente acionados quando ocorre aumento exagerado da temperatura ambiente - indício de que algo está pegando fogo. A água então começa a jorrar sob alta pressão para apagar as chamas, evitando que elas se espalhem pela construção. Seu uso é determinado pela norma brasileira NBR 10897:2007 - Sistemas de Proteção Contra Incêndio por Chuveiros Automáticos, que traz a classificação de risco de acordo com o uso de cada edificação. A obra que fotografamos no passo-a-passo a seguir é um edifício que irá abrigar escritórios, consultórios médicos e odontológicos, por isso seu risco é classificado como baixo. Portanto, no projeto da rede hidráulica que irá servir à rede de sprinklers a opção foi pela utilização de tubulação de CPVC, mais resistente à pressão necessária da água exigida pelo sistema.

Segundo o engenheiro José Roberto Moreira, da Sanhidrel Cimax, empresa responsável pela instalação do sistema de sprinklers, é importante fazer a escolha adequada do modelo ainda na fase de projeto, levando-se em conta o desempenho, as condições de manutenção e especialmente os riscos e recomendações de segurança para cada ambiente. "Neste caso, por se tratar de uma instalação predial cujos prazos de execução são apertados, optou-se por uma instalação híbrida, composta por tubulações em aço carbono (prumadas, barriletes e subsolos) e CPVC em áreas de distribuição consideradas de risco leve (andares-tipo e mezanino,) em conformidade com a norma NBR 10897", descreve.

As vantagens da tubulação de CPVC são a execução rápida, a redução de mão de obra na instalação, pois a junção dos tubos e conexões é feita com um adesivo que praticamente solda as extremidades; a redução de manutenção, já que as peças não enferrujam; e a facilidade de refazer a distribuição dos sprinklers de acordo com a disposição do escritório. Acompanhe a seguir o passo-a-passo de instalação do sistema.

Materiais e epis

Fotos: Marcelo Scandaroli

Luvas, óculos, máscara, capacete, protetor auricular, nível de bolha, chave sextavada, trena, furadeira, cortador de tubos, serra, grifo, pano para limpeza, serra copo manual, lápis, tubos e conexões de CPVC, sprinklers e adesivo para colagem dos tubos.

Passo 1

Fotos: Marcelo Scandaroli

1 Confira as medidas especificadas no projeto antes de começar a fazer a marcação dos furos para fixação dos tubos na laje.

Passo 2

Fotos: Marcelo Scandaroli

2 Faça a medição com a trena e marque com um lápis os pontos de furação.

Passo 3

Fotos: Marcelo Scandaroli

3 Faça os furos nos locais demarcados.

Passo 4

Fotos: Marcelo Scandaroli

4 Fixe os suportes e atarrache com a chave sextavada.

Detalhe

Fotos: Marcelo Scandaroli

O suporte é dotado de uma rosca cônica que, ao ser apertada, se expande dentro da laje.

Passo 5

Fotos: Marcelo Scandaroli

5 Posicione a tubulação nos suportes e faça a limpeza das extremidades dos tubos, observando o alinhamento correto entre eles.

Passo 6

Fotos: Marcelo Scandaroli

6 Passe o adesivo especial para CPVC no interior da emenda e na extremidade do ramal principal.

Passo 7

Fotos: Marcelo Scandaroli

7 Encaixe a emenda no tubo e segure por 30 segundos até colar.

Passo 8

Fotos: Marcelo Scandaroli

8 Agora, passe o adesivo no interior da emenda e na extremidade do sub-ramal (pré-montado).

Passo 9

Fotos: Marcelo Scandaroli

9 Encaixe o sub-ramal na emenda e segure por mais 30 segundos.

Passo 10

Fotos: Marcelo Scandaroli

10 Repita o processo para unir o sprinkler ao tubo que será conectado à rede.

Detalhe

Fotos: Marcelo Scandaroli

O sprinkler é um chuveirinho que jorra água a alta pressão automaticamente quando detecta o aumento exagerado da temperatura no ambiente.

Passo 11

Fotos: Marcelo Scandaroli

11 Faça o mesmo para colar o tubo ao joelho do sub-ramal.

Passo 12

Fotos: Marcelo Scandaroli

12 Com o nível de bolha, confira o prumo.

Passo 13

Fotos: Marcelo Scandaroli

13 Instale a bomba para testar a estanqueidade e conferir se a instalação suporta a pressão da água. Neste teste, a pressão é uma vez e meia maior do que a pressão de trabalho.

Passo 14

Fotos: Marcelo Scandaroli

14 Depois de finalizados os testes e a limpeza do sistema, instale o sistema de forros, observando a furação das placas nos pontos onde ficarão os bicos dos sprinklers.

Passo 15

Fotos: Marcelo Scandaroli

15 O acabamento do bico do sprinkler esconde o furo feito na placa do forro.

Detalhe

Fotos: Marcelo Scandaroli

Depois de pronto, o sprinkler é um elemento discreto no acabamento do forro.

Apoio técnico: Jeneval Almeida e Antonio Pereira Júnior e engenheiros José Marcelo Ramos, Edson Rufino e José Roberto Moreira, da Sanhidrel Cimax; engenheiro Joel Stella e arquiteto Fernando Devito Cury, da obra do edifício Maurício Cukierkorn Office (Angélica V, em São Paulo).

BA: Prédios terão instalações elétricas avaliadas 26/08/11 15:44


Por meio de sorteio, 50 prédios em Salvador (BA) terão suas instalações elétricas avaliadas pelo Programa Casa Segura, projeto de conscientização e orientação sobre os riscos de acidentes causados por instalações elétricas inadequadas. O lançamento do projeto será realizado dia 31 de agosto, durante o seminário “Uma nova visão sobre Conservação das Condições Estruturais das Edificações”. O evento, que é gratuito, é voltado para síndicos, construtores e profissionais do setor elétrico.
Segundo informações do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Edifícios em Condomínio Residenciais e Comerciais (Secovi-BA), a cidade de Salvador possui mais de quatro mil edifícios. “Por isso, escolhemos a capital para o lançamento do projeto. No dia 31, vamos fazer um sorteio para destacarmos 50 edifícios que terão suas instalações elétricas vistoriadas gratuitamente.
O resultado fará parte do panorama dos condomínios na Bahia e norteará as próximas ações do Casa Segura”, explicou a gerente de Marketing do Programa Casa Segura, Milena Guirão Prado. O projeto tem apoio do Secovi-BA e da Federação dos Sindicatos da Indústria da Habitação (Fesecovi).
Os edifícios da mostra receberão a visita da Vistorias Inspeções Prediais (VIP), empresa responsável pelo desenvolvimento do “Diagnóstico Elétrico Casa Segura”. Com esta qualificação, as edificações poderão ter as áreas comuns, sistema de entrada de energia e quadros de luz avaliados.
Serviço:Seminário “Uma nova visão sobre Conservação das Condições Estruturais das Edificações”, dia 31 de agosto, às 9h. Local: Edifício Salvador Trade Center – Torre Norte, na av. Tancredo Neves,1632, em Salvador, Bahia. Inscrições gratuitas pelo e-mail gerencia@secovi-ba.com.br ou pelo telefone: (71) 3272-7272.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011


Localizado no centro de Lisboa, museu da eletricidade revela como foi o início da geração de energia em Portugal

Entre as ruas de paralelepípedo de Belém e o Rio Tejo está instalado o Museu da Eletricidade. Nesta região da cidade de Lisboa, conhecida por concentrar grande parte dos monumentos históricos de Portugal, o grande e antigo edifício impressiona aqueles que se interessam pela história da energia elétrica.

Considerado patrimônio público e cultural, o Museu da Eletricidade foi instalado no prédio que um dia abrigou a Central Tejo – antiga usina termoelétrica, pioneira neste tipo de geração de energia no país, e que por mais de quatro décadas alimentou o sistema de iluminação de Lisboa (saiba mais sobre a Central Tejo no conteúdo online). O museu é mantido pela Fundação EDP, que faz parte do Grupo Energias de Portugal (EDP), principal empresa do setor elétrico do país.

A usina recebeu o nome de Central Tejo por ter sido instalada às margens do Rio Tejo, e foi oficialmente desativada em 1975. Somente após 15 anos, em 1990, o edifício foi reaberto, mas desta vez como Museu da Eletricidade. Após dez anos, o edifício foi fechado para reforma e restauração do acervo de máquinas. Em 2006, o museu foi reaberto e passou a oferecer ao público novos recursos, que permitem ao visitante conhecer detalhes da história da energia em Portugal.


Tour elétrico

Durante a visitação, o público tem a oportunidade de conhecer dez estações, distribuídas pelos 9.600 metros quadrados do museu. Localizada na área externa do edifício, a Praça do Carvão era o local onde se depositava o carvão utilizado nas caldeiras da usina. Atualmente este espaço é o cartão de visitas do museu e, esporadicamente, funciona como uma sala de exposições a céu aberto. Nesta área também podem ser vistos equipamentos como o crivo (onde eram feitas as descargas do carvão), os silos misturadores (misturavam os diferentes tipos de carvão nas proporções certas) e as noras elevatórias (encaminhavam o carvão até as caldeiras).

É na Sala de Exposições – antes ocupada pelas caldeiras de baixa pressão –, que acontecem as mostras temporárias e os eventos anuais promovidos pelo Museu da Eletricidade. Os eventos realizados neste espaço nem sempre estão diretamente relacionados à eletricidade, mas todos têm como proposta promover a cultura portuguesa contemporânea.


Por mais de quatro décadas, usina foi a responsável pela alimentação do sistema de iluminação de Lisboa

Caminhos da eletricidade

Seguindo as etapas de geração termoelétrica de energia, na Sala das Caldeiras o visitante é surpreendido por quatro caldeiras de alta pressão de 30 metros de altura cada. Graças às adaptações realizadas durante a reforma, é possível entrar em uma delas para observar seus componentes internos. Este mesmo tipo de adaptação ocorreu com um dos dois grupos de turboalternadores da Sala dos Geradores.

Ainda na Sala das Caldeiras, há um histórico sobre a construção do edifício, que mostra as condições de trabalho vividas pelos funcionários da termoelétrica na época. Este mesmo tema é abordado de forma mais completa na Sala dos Cinzeiros, local onde se recolhiam as cinzas do carvão queimado.

Em homenagem aos antigos funcionários da Central Tejo, foi organizada na Sala dos Condensadores a exposição permanente "Rostos da Central Tejo", que apresenta fotos e vídeos das atividades desempenhadas na época. Neste espaço, também estão expostos os condensadores de refrigeração do vapor e as bombas que permitiam a drenagem da água do Rio Tejo.

Para oferecer aos visitantes uma noção clara dos diversos processos de geração de energia elétrica – termoelétrica, eólica, fotovoltaica e hidrelétrica –, uma das atrações interativas da Sala do Experimentar é o acionamento de dispositivos que simulam estes quatro tipos de geração. Ali o público tem a possibilidade de interligar estas formas de geração e, assim, compreender de que forma ocorre a conexão destas usinas à rede de distribuição.

Além de todos estes espaços, o Museu da Eletricidade conta ainda com a Sala da Águae a Sala das Máquinas. Nestas estações é possível observar por meio dos tubos pintados de várias cores os tipos de fluidos que circulavam por cada uma dessas redes: vapor seco, vapor úmido, água, etc. Outro espaço que compõe o Museu da Eletricidade é a Sala de Comando, onde eram monitorados os geradores, a subestação de energia elétrica e a distribuição da energia para a rede elétrica.

De acordo com a Fundação EDP, o museu tem recebido um número expressivo de visitações. Em 2010, cerca de 190 mil pessoas conheceram as instalações da antiga Central Tejo. Para 2011, o museu já conta com mais de dez exposições pré-agendadas, que deverão ajudar a atrair ainda mais visitantes.

Com 30 metros de altura, caldeiras de alta pressão impressionam o visitante, que tem a oportunidade
de conhecer o interior de
uma delas

Obrigado, parceiro eletricista!

Agradecemos ao participante do Prysmian Club Eletricista Profissional Rafael Luiz Duarte. Durante o ano de 2010, Rafael respondeu a seguinte pergunta da Ação Cultural:"Qual foi o lugar no Brasil ou no mundo que você visitou e que mais lhe proporcionou conhecimentos culturais?"A história enviada por Rafael nos incentivou a mostrar a todos os leitores da Revista Evolution as particularidades do Museu da Energia em Portugal.

Agradecemos também a participação de todos os eletricistas profissionais do Prysmian Club. Continuem participando, quem sabe suas ideias e sugestões também acabem se transformando em reportagens da Revista Evolution!


Energia do sol



Forma de produção de energia elétrica que mais cresce no mundo, geração fotovoltaica deve ter futuro brilhante no Brasil

Responsável pela origem de praticamente todas as outras fontes renováveis de energia – água, vento, marés e calor –, a luz solar é um recurso praticamente inesgotável que apresenta grande potencial de exploração pelo setor energético brasileiro, já que o País está localizado em uma faixa de latitude na qual a incidência de raios solares é muito superior à verificada no restante do mundo.

Em termos de radiação solar, a região mais favorecida da Alemanha – país referência na conversão da luz solar em energia elétrica –, apresenta aproximadamente 1,4 vezes menos radiação do que a região menos ensolarada do Brasil, segundo o estudo "O potencial brasileiro da geração solar fotovoltaica conectada à rede elétrica: análise de paridade de rede", publicado em 2007 pelo Laboratório de Eficiência Energética em Edificações(LabEEE) e pelo Laboratório de Energia Solar (LABSOLAR), ambos da Universidade Federal de Santa Catarina.

Assim como a Alemanha, o Brasil e diversos outros países do mundo já utilizam ageração fotovoltaica para a produção de energia elétrica, devido à alta confiabilidade dessa solução. "Geração fotovoltaica é a conversão direta da luz solar em eletricidade por meio de células fotovoltaicas", explica Roberto Zilles, professor e pesquisador do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP).

Com a implantação de sistemas conectados à rede, a demanda de módulos fotovoltaicos em grande escala tornaria viável a instalação de fábricas nacionais

Atualmente, esta forma de geração de energia elétrica é a que mais cresce no mundo. Segundo o Instituto de Energia da Universidade da Califórnia e a Associação das Indústrias Fotovoltaicas Europeias, desde 2003 a produção da indústria de módulos fotovoltaicos vem subindo acima de 50% por ano.

Descubra nesta reportagem de que forma a luz solar é convertida em energia elétrica, saiba mais sobre o mercado de geração fotovoltaica no Brasil e no mundo, e conheça também as soluções que a Prysmian desenvolveu para garantir a confiabilidade e eficiência dessas instalações.


Nova direção

Verificado pela primeira vez pelo físico francês Edmond Becquerel em 1839, o efeito fotovoltaico é o princípio físico utilizado na geração fotovoltaica de energia elétrica. Após 134 anos de experiências, foi somente em 1973, graças à corrida espacial (competição de tecnologia entre Estados Unidos e União Soviética, ocorrida entre os anos de 1957 e 1975, durante a chamada "Guerra Fria") que o aprimoramento do processo de fabricação das células fotovoltaicas para uso terrestre teve início. As células fotovoltaicas são componentes eletrônicos fundamentais no processo de conversão da luz solar em energia elétrica. Em termos de custo–benefício, este é o meio mais adequado para fornecer a energia necessária para o funcionamento de estações e naves espaciais que passam longos períodos longe do planeta Terra.

Outro fator importante que contribuiu para o desenvolvimento das células fotovoltaicas foi a crise energética de 1973. Atualmente, os países mais desenvolvidos neste campo do conhecimento são Alemanha,Estados Unidos, Japão e China.

"Grande parte da demanda por este modelo de geração de energia elétrica tem surgido em localidades remotas, que não possuem eletricidade por estarem distantes das concessionárias de energia, explica Lauro Vilhena, professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Estes sistemas possuem baterias e não estão ligados à rede, por isso são chamados de isolados." No Brasil, o Programa Luz para Todos, que tem como objetivo erradicar a exclusão elétrica no País, tem implantado este tipo de sistema em localidades afastadas localizadas nas regiões Norte e Nordeste desde 2003.


Passo a passo da geração

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Para explicar o funcionamento de uma usina fotovoltaica, Marco Antonio Galdino, pesquisador do departamento de Tecnologias Especiais do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), define os componentes necessários para a geração e a utilidade de cada um deles (veja imagem acima):

Painéis fotovoltaicos (1) – conjunto de módulos integrados com células fotovoltaicas – elementos essenciais para o funcionamento de uma usina fotovoltaica, pois captam os fótons da energia luminosa e os transformam em corrente elétrica por meio do efeito fotovoltaico. A geração destas células depende das características meteorológicas (índice de radiação solar, temperatura e velocidade do vento). Para medir estas condições é necessário dispor de uma estação meteorológica (2) que possa ajudar na previsão e análise das condições do tempo.

Para manter um bom desempenho na usina, todos os dados de potência, corrente e tensão são analisados no sistema de monitoramento (3), localizado na sala de controle (4), que serve para supervisionar os equipamentos e armazenar as informações dos subsistemas da instalação (estação meteorológica, inversores, barramento de corrente contínua, barramento de corrente alternada e transformador).

Na casa de força (5) são acondicionados alguns equipamentos como o barramento de corrente contínua (6), que recebe toda a energia gerada pelos painéis (eletricidade em forma de corrente contínua), os inversores (7), que convertem a corrente contínua em corrente alternada (tipo de energia que circula na rede elétrica) e o barramento de corrente alternada (8), onde é injetada a eletricidade resultante.

Após essa conversão, a energia passa pela sala de transformadores (9) para ser adaptada às condições de corrente e tensão necessárias para alimentar as linhas de transmissão (10) que são direcionadas ao centro de consumo.


Marco Galdino, pesquisador do departamento de Tecnologias Especiais
do Cepel

Resistência incomparável

Para atender os sistemas de geração fotovoltaicos com o máximo de eficiência e qualidade, a Prysmian desenvolveu soluções de cabos e acessórios direcionados a este mercado. "Os cabos utilizados nas instalações fotovoltaicas precisam de isolamento adequado, capaz de proteger o sistema das variações meteorológicas e ambientais às quais serão expostos, ensina Galdino. "Além disso, eles também devem alcançar vida útil longa", afirma Galdino.

Cumprindo estas exigências, o cabo Premium TECSUN (PV) (AS) fabricado na Alemanha, foi desenvolvido especialmente para equipar sistemas fotovoltaicos. "Este produto apresenta eficiência mecânica, flexibilidade e maior resistência que os produtos de outras marcas", ressalta Ernesto Heller, gerente de Vendas da Prysmian.

Devido às suas características mecânicas, este é o cabo ideal para ser utilizado tanto na interligação dos painéis como na conexão do painel com as caixas de ligação e na rede de baixa tensão em corrente contínua – pontos do sistema que ficam expostos às intempéries e altas temperaturas. O Cabo Premium TECSUN apresenta resistência à umidade, agentes químicos e corrosão, por isso alcança vida útil de 30 anos quando exposto a temperaturas de 90°C, podendo suportar até 120°C sem interromper a operação.

Além disso, o TECSUN é um cabo multinorma, ou seja, atende as normas europeias mais exigentes (TÜV, VDE e UL), garantindo assim segurança e eficiência total para instalações fotovoltaicas.

Outra solução da Prysmian para as instalações fotovoltaicas é o TECPLUG, condutor unipolar resistente à ação dos raios ultravioleta (UV), agentes químicos e corrosão. Estes conectores são compatíveis com outros do mercado e têm uma particularidade que facilita ainda mais sua instalação: ao adquirir o cabo o próprio cliente pode montá-lo, em campo.

Para que as instalações e terminais sejam montados com total segurança, a Prysmian oferece ainda a NOPLUG, emenda produzida com os mesmos materiais de isolação e cobertura encontrados nos cabos TECSUN, e que por isso também oferece a mesma proteção contra os raios ultravioletas (UV), temperatura e umidade.

Entre estas soluções também podemos encontrar um componente ideal para os fabricantes de painéis fotovoltaicos, o TECBOX, uma caixa de junção adequada para conectar os painéis fotovoltaicos aos cabos TECSUN.


Luz brasileira

De acordo com Marco Galdino, do Cepel, além de ser uma fonte de energia renovável com baixo impacto ambiental, a geração fotovoltaica contribui para a diversificação da matriz elétrica brasileira, complementando o sistema hidrelétrico e favorecendo o acúmulo de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas.

"Apesar de o investimento inicial ser elevado, o custo de operação e manutenção do sistema fotovoltaico é mínimo se comparado com os custos da geração de energia por meio dos sistemas hidrelétricos e eólicos", completa Lauro Vilhena, da PUC Minas.

Segundo Galdino, apesar de os mapas solarimétricos brasileiros apontarem um elevado potencial solar, o País ainda não possui parque industrial instalado e todos os componentes necessários para a montagem destes sistemas ainda são importados, de forma que sua aplicação em larga escala depende da importação de equipamentos.

"Grande parte da energia fotovoltaica gerada no Brasil está concentrada em aplicações isoladas, eletrificação rural e bombeamento de água", aponta o professor Roberto Zilles, da USP. Nessas aplicações tem-se aproximadamente 30 MW instalados. Já nas aplicações conectadas à rede elétrica, que têm sido as propulsoras do crescimento da indústria fotovoltaica mundial, temos aproximadamente 400 KW instalados no País.

Apesar de esta capacidade instalada ser ainda considerada inexpressiva diante da grandeza do sistema elétrico brasileiro, vários projetos envolvendo a geração fotovoltaica de energia já foram anunciados. Entre eles se destacam: o Projeto Mega-Watt Solar, da Eletrosul, os estádios com recursos de aproveitamento solar para a Copa do Mundo 2014 e a usina de geração fotovoltaica que será construída em Sete Lagoas (MG) pela Cemig. Por sua vez, a primeira usina fotovoltaica brasileira de grande porte já está sendo instalada em Tauá, no Estado do Ceará. Construída pela empresa MPX, a primeira etapa da usina foi inaugurada em abril, com capacidade para gerar 1MW.

Você sabia que...

... apesar de o famoso físico alemão Albert Einstein ser conhecido por ter desenvolvido a Teoria da Relatividade, que explica a eletrodinâmica dos corpos em movimento, o Prêmio Nobel da ciência de 1921 entregue ao cientista foi devido à sua correta explicação sobre o Efeito Fotoelétrico?


Soluções Prysmian para a geração fotovoltaica

Acompanhando as novas tendências do mercado, a Prysmian desenvolveu com exclusividade um mix de produtos de alta performance para o mercado fotovoltaico de energia elétrica. Veja a seguir as características de alguns destes produtos:

♦ Conector TECPLUG: Oferece vida útil superior à dos conectores comuns desenvolvidos para usinas fotovoltaicas.
♦ Cabo TECSUN (PV) (AS): Mais resistente que os cabos comuns, pois suporta as mais drásticas situações meteorológicas e resiste a todos os tipos de ambiente.
♦ Emenda NOPLUG: Material com mesma resistência dos cabos TECSUN.
♦ Caixa de junção TECBOX: Opção para conectar os painéis fotovoltáicos aos cabos TECSUN.


Veja como se dá o Efeito Fotovoltaico

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Sistema fotovoltaico é o conjunto de equipamentos construídos e integrados para converter diretamente a energia luminosa em elétrica. O principal componente deste sistema é a célula fotovoltaica, equipamento eletrônico que promove o efeito fotovoltaico.

"Para que exista este efeito é necessário que as células fotovoltaicas sejam construídas com materiais semicondutores, que se caracterizam por possuir bandas de energia capazes de produzir cargas elétricas com a incidência dos fótons (energia luminosa)", explica o pesquisador Marco Antônio Galdino, do Cepel. Entre os semicondutores mais utilizados temos o silício, que pode ser encontrado em formato de cristais monocristalinos e policristalinos.

Veja na imagem acima uma célula fotovoltaica cortada transversalmente. Neste equipamento, o silício de alta pureza (elemento com quatro elétrons de ligação) foi submetido a um processo de dopagem – adição de impurezas especiais.

Quando o silício é dopado juntamente com boro (tipo P) e fósforo (tipo N) na quantidade certa, uma junção do tipo P-N é formada, o que dá origem a um campo elétrico permanente no cristal, que ao encontrar equilíbrio provoca um deslocamento de cargas (positivas de um lado e negativas do outro) conhecido como Efeito Fotovoltaico.

Em uma célula fotovoltaica, esta junção P-N fica exposta ao sol e suas extremidades são ligadas a metais condutores, e estes por sua vez são conectados a cabos que permitem a circulação de elétrons para a geração de energia.



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